Ricardo Guimarães noticia as novas estratégias do mercado de cervejas artesanais nos EUA

A nova estratégia da gigante Ansheuser-Busch InBev para retomar o crescimento de suas vendas no mercado americano tem causado forte temor nos produtores de cervejas artesanais dos Estados Unidos, pois estes preveem dificuldades para competir no varejo, cita Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG.

O plano da InBev é baseado na concessão de consideráveis incentivos financeiros para os comerciantes que concentrarem suas vendas em marcas da gigante do mercado cervejeiro, como Budweiser e Bud Light, noticia Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG. Esses incentivos seriam alicerçados na forma de reembolsos anuais, na casa de 1,5 milhão de dólares, para aqueles estabelecimentos em que as vendas das cervejas de propriedade da InBev corresponderem a 98% do total comercializado. Os incentivos também contemplariam os comerciantes que não conseguissem alcançar a marca dos 98% de vendas de produtos da InBev: com a marca de até 95% de vendas somente de cervejas produzidas pela gigante do mercado, o estabelecimento receberia um montante, na forma de incentivos, suficiente para cobrir até metade de suas despesas de marketing com as marcas.

Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG, cita que a AB InBev estima que o ganho individual de cada comerciante com o programa pode chegar a 200 mil dólares anuais. O cálculo foi divulgado no plano lançado pela empresa em sua sede operacional nos Estados Unidos, na cidade de St. Louis, durante uma reunião com distribuidores americanos. A AB InBev experimentou uma queda em sua produção de 11 milhões de hectolitros, além de ter perdido 4% de participação no mercado de cervejas americano, num recuo de 49 para 45%. Este processo de perda de mercado teve início em 2008, quando a maior cervejaria do mundo adquiriu a americana Anheuser-Busch Cos. De acordo com informações da própria InBev, o programa de incentivos proposto pela empresa é parte de sua estratégia para recuperar as vendas em seu setor mais lucrativo.

Paralelamente ao programa de incentivos, a AB InBev aguarda aprovação do Departamento de Justiça do Estados Unidos para comprar a cervejaria britânica SABMiller PLC, num negócio que gira na casa dos 108 bilhões de dólares, lembra Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG. Tanto o plano de incentivos aos comerciantes, que segundo a InBev é voluntário, quanto a aquisição da gigante britânica tem gerado nos produtores de cervejas artesanais um grande receio de perder parte significativa de seu mercado. De acordo com produtores artesanais os incentivos planejados pela AB InBev têm como objetivo estreitar o mercado, dificultando a colocação das cervejas artesanais no comércio e até mesmo inviabilizando a distribuição de tais cervejas por alguns dos maiores distribuidores dos Estados Unidos.

Segundo noticiado pelo The Wall Street Journal, as recentes operações da InBev no mercado americano devem dificultar bastante a distribuição de cervejas artesanais no varejo. Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG, reporta que tanto a Procuradoria Geral da Califórnia quanto o Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm investigado as últimas movimentações da maior cervejaria do mundo no mercado americano, a fim de determinar o tamanho do impacto que as cervejarias artesanais sofrerão com a agressiva estratégia da InBev em solo americano.

Fonte: Wall Street Journal

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